Três anos apos realizar a Copa do Mundo de Futebol, a África do Sul vive um momento de contemplação e muito trabalho. Com uma infraestrutura turística em plena expansão, o destino não parou de investir para receber bem o turista. Basta caminhar por Johanesburgo e Durban, por exemplo, para comprovar a tese. Pontes, novos acessos, estações, reformas em edifícios… Tudo novo, e construído por um povo que se sente abençoado por poder mostrar ao mundo todo o seu potencial.

Não paramos de investir para receber bem o turista após a Copa do Mundo de Futebol
A Copa do Mundo mudou a imagem do país para o próprio sul-africano. Antes, éramos taxados de uma nação do terceiro mundo, repleta de problemas sociais e políticos. A grande verdade é que muitos acreditavam que a Copa na África seria um desastre, mas mostramos o nosso potencial e hoje competimos ombro a ombro com muitos outros países, afirma a diretora para as Américas da South African Tourism, Monika Iuel, acrescentando que a responsabilidade e a pressão era muito grande antes do evento, afinal, a edição de 2006 do campeonato, realizada na Alemanha, é para muitos a melhor Copa de todos os tempos em organização.
PRÉ-EVENTO
No Brasil, as recentes críticas da Fifa preocupam muitas cidades-sede, principalmente São Paulo, agora ameaçada de não receber a abertura da Copa por conta do atraso na construção do estádio na região do bairro de Itaquera. A falta de transporte adequado e a infraestrutura turística deficitária são outros agravantes que fazem com que muitos brasileiros não depositem confiança nos efeitos da Copa para o País. Posso dizer que tivemos a mesma sensação antes do primeiro jogo. Essa incerteza passa no momento em que camisas das seleções aparecem nas ruas, bandeiras são erguidas por todos os lados, as delegações começam a desembarcar. E neste momento que você pensa: chegou a hora, tem de dar certo, comenta ela.
Monika revela que a Fifa atuou lado a lado com o governo sul-africano, propondo uma série de melhorias e auxiliando com questões importantes, principalmente ligadas a segurança. Tivemos a oportunidade de nos conhecer melhor e mostrar ao mundo nossas qualidades. E preciso acreditar na Copa.
ESTÁDIOS
Outra questão bastante delicada e a atuação dos estádios após o grande evento. Na África do Sul, assim como no Brasil, alguns equipamentos foram erguidos em função da competição, em cidades que não tem tradição para esportes coletivos. A saída encontrada para manter os estádios foi transformá-los em espaços multiuso, com possibilidade de realização de shows, concertos, exposições e atividades diversas. Em Durban, por exemplo, o Moses Mabhida Stadium oferece o Bungee Swing, uma queda livre de mais de 100 metros, atravessando toda a extensão do gramado em um movimento de vai e vem horizontal. O brinquedo funciona todos os dias e ainda oferece passeios de bondinho até o topo da construção. As filas são freqüentes.
Na minha opinião, os estádios trazem uma identidade para a cidade. É muito mais que dizer se o equipamento se paga ou não. A construção desses edifícios na África do Sul nos possibilitou receber artistas que até então nem consideravam a África do Sul no circuito de shows internacionais. Estou falando de Justin Bieber, Lady Gaga e muitos outros. Claro que os estádios não estão cheios de gente todos os dias, mas eles tem essa capacidade de ser uma espécie de motor de desenvolvimento, encerra a dirigente.
Fonte:Panrotas
